Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

domingo, julho 22

Any Other World

In any other world
You could tell the difference
And let it all unfurl
Into broken remnants
Smile like you mean it
And let yourself let go

Cos it's all in the hands of a bitter, bitter man
Say goodbye to the world you thought you lived in
Take a bow, play the part of a lonely lonely heart
Say goodbye to the world you thought you lived in
To the world you thought you lived in

I tried to live alone
But lonely is so lonely, alone
So human as I am
I had to give up my defences
So I smiled and tried to mean it
To let myself let go

Cos it's all in the hands of a bitter, bitter man
Say goodbye to the world you thought you lived in
Take a bow, play the part of a lonely lonely heart
Say goodbye to the world you thought you lived in
To the world you thought you lived in

Cos it's all in the hands of a bitter, bitter man
Say goodbye to the world you thought you lived in
Take a bow, play the part of a lonely lonely heart
Say goodbye to the world you thought you lived in
To the world you thought you lived in
Say goodbye to the world youthought you lived in

Say goodbye
In any other world
You could tell the difference

I never ever, I forget my story.
My face is not sad, but inside, I am sad

Mika

segunda-feira, julho 9

Sideral

Love love love love love
Voy contra el viento sideral
Revoluciones que vendrán
Pero una estrella lleva tu nombre
Voy contra el viento sideral
Revoluciones que vendrán
Pero una estrella lleva tu nombre
Orbita espacial alcanzare…
Viene el viento de frente oyelo
Déjanos volar
Porque llevo una misión
Propongo comunicación
Satélites de una misma tierra somos
Looking forward conectionits back between the nation
love love love love love
its the only way
voy contra el viento sideral
revoluciones que vendrán
pero una estrella lleva tu nombre
voy contra el viento sideral
revoluciones que vendrán
pero una estrella lleva tu nombre
la tormenta ya paso
un cometa entre tu y yo
esta libre grita grita
mi revolución buscando solución
año 3000 en frente
me tiene loco este mundo loco mi niña
oye mi contradicción tiembla babilón
año tres mil pendiente
voy contra el viento sideral
revoluciones que vendrán
pero una estrella lleva tu nombre
love love love lovelove love love love looooove
voy contra el viento sideral
revoluciones que vendran
pero una estrella lleva tu nombre…

Macaco

quarta-feira, julho 4

A rainha da sucata

Tenho uma amiga que se apelida de Rainha da Sucata. Um dos seus passatempos é andar à cata de móveis antigos pelas ruas de Lisboa, passear pela Feira da Ladra à procura de relíquias ou ainda encontrar tudo o que possa ser recuperado. Num destes finais-de-semana tentámos enfiar um contador antigo num Mini. Não foi fácil, claro que não conseguimos, mas foi uma hora bem divertida num final de tarde no Bairro Alto.

Museu em casa

Em arrumações lá em casa, no armário em que não se mexe, desencantei uma peça de museu. Coberto de pó estava o velhinho walkman da Sony, que há uns anos era um topo de gama. Agora anda comigo, numa onda de revivalismo e retro, a fazer justiça às dinossáuricas cassettes. Tenho pena de não haver um leitor portátil de vinis.

As duas metades da maçã

No Largo de Camões um casal de velhos chineses sentou-se num banco de pedra. De frente para mim, que estava encostada à estátua algures no meio da música que saía do walkman, sacaram de uma mação verde e cortaram-na à mão. Dividiram-na em partes iguais e partilharam o fruto, como provavelmente têm partilhado a vida até hoje. Quatro pernas que se fundem num só passo.

Lá ao fundo

Que melhor noite de Domingo que um concerto inesperado nos jardins da Gulbenkian? Perante um labirinto de árvores e arbustos perdidos num jogo de sombras chegámos à clareira. Música falada, palavras sussuradas. E o sorriso que cresceu na cara ao longo da noite marcou cada minuto.

Raízes verdes

O Jardim da Estrela está cheio de árvores, como um verdadeiro jardim deve ser. Diferentes, exóticas, clássicas, gigantes. Gosto de me sentar nas raízes de algumas delas, de uma imensidão que parece não ter fim, como se fosse abraçado e embalado pelos seus braços. Por vezes dá vontade de fechar os olhos e aí ficar, protegido pela Natureza, até que os anos passem e a árvore e eu nos tornemos apenas num corpo.