Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

quarta-feira, julho 4

As duas metades da maçã

No Largo de Camões um casal de velhos chineses sentou-se num banco de pedra. De frente para mim, que estava encostada à estátua algures no meio da música que saía do walkman, sacaram de uma mação verde e cortaram-na à mão. Dividiram-na em partes iguais e partilharam o fruto, como provavelmente têm partilhado a vida até hoje. Quatro pernas que se fundem num só passo.

2 Comentários:

Às 12:38 da manhã , Blogger anDrEIA disse...

Muito poético ;)

 
Às 4:12 da tarde , Blogger Rita disse...

es lindo sabias?

 

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