Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

quinta-feira, fevereiro 12

Encore Charlie

Já passou mais de um mês e como alguns vaticinaram na altura a coisa foi meio esquecida. O Charlie Hebdo foi atacado de uma forma imperdoável. Mas de facto será que vale mesmo tudo na propalada liberdade de imprensa? Ridicularizar um manifestante de Deus, neste caso Maomé, é justificado e justificável? Ou apenas mau gosto e falta de noção e de respeito?

Na altura também me chocou que alguns puxassem do catolicismo como o exemplo da tolerância e da sociedade ocidental como a regra da liberdade. Com certeza são os mesmos que já se esqueceram que foi o mesmo catolicismo que há pouco mais de dois séculos queimou pessoas nas fogueiras da Inquisição e a mesma sociedade ocidental que há 60 anos gaseou judeus, ciganos e homossexuais nos campos de concentração.

Continuamos a querer castigar e diabolizar aquilo que não é igual a nós. E troçamos do que é diferente, como se fosse algo menor e indigno de partilhar o mesmo espaço.

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