Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

segunda-feira, novembro 3

Tudo como dantes no quartel de Abrantes

Jornalismo de novo. Ao pequeno-almoço gosto sempre de ler um jornal ou uma revista. Um livro não dá jeito, com a sua lombada sempre demasiado colada.
Quando estou por Alvaiázere invariavelmente pego nas revistas antigas que por cá estão, a maior das vezes a 'Grande Reportagem', antiga publicação dirigida por Miguel Sousa Tavares.
É curioso verificar que os artigos publicados ma altura, na década de '90, as bocas, as citações, os protagonistas, enfim, os temas e o Portugal que tínhamos são quase igualzinhos e o país que temos hoje parece decalcado de há vinte anos.
A mesma pequena política, os mesmos disparates ditos e feitos, os mesmos atentados ao ambiente e aos direitos humanos, o mesmo 'diz-que-disse' e 'agarra-me se não vou-me a eles'.
Duma coisa ninguém pode acusar Portugal, que é o de ser um país incoerente. Aliás, ao ver 'Os Maias', o filme, e aqui já com mais de cem anos de distância, chegamos à conclusão que nada mudou e que o dia-a-dia e o quotidiano da chamada vida pública está na mesma.
Eça a olhar para o século XIX, Sousa Tavares a olhar para o final do século XX ou uma vista de olhos pelos jornais, rádio ou televisão do século XXI, tudo como dantes no quartel de Abrantes.

2 Comentários:

Às 9:54 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

Olá, novamente. Desculpa chatear,mas tens mais algum sitio/blog onde publiques textos teus?
Obrigado! Abraço

 
Às 12:32 da manhã , Blogger pedro disse...

Não chateias nada e só posso agradecer a visita. Não publico em mais sítio sem ser aqui neste 'canto'. Um abraço

 

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial