Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

quinta-feira, outubro 16

Crónicas de Leeds – Dia 5

O dia mais frio de todos, até agora. Amanheceu com muito nevoeiro, em bom português sem se ver um palmo à frente do nariz, e com seis graus. Tínhamos planeado ir a um santuário da Natureza para a observação de pássaros a norte de Leeds e o dia cinzento não nos impediu. O verdadeiro countryside inglês, com campos a perder de vista, com muito verde e casas senhoriais na paisagem, até chegarmos ao local. E a promessa não desiludiu. 

Não só vimos as mais diferentes espécies de pássaros, desde pequenos com peito laranja-fogo a maiores com cauda azul-marinho, como ainda minúsculos esquilos, cisnes, bisontes, para além de patos. À chamada faltaram os veados. Pelo meio dos bosques que faziam lembrar a ‘Alice no País das Maravilhas’, gigantescas teias de aranha com fios que pareciam seda, cogumelos dos mais estranhos feitios, e ainda pântanos e pequenos lagos. Quase que nos podíamos transportar para a pele de Helen Mirren enquanto ‘The Queen’, no filme que lhe valeu o Óscar de Melhor Actriz, enquanto na coutada real meditava sobre a morte da Princesa Diana.


Aqui, na paisagem campestre inglesa, e ao contrário da cidade, todos com quem nos cruzámos nos sorriram e trocaram conversas amigáveis, com o seu sotaque típico do Yorkshire. Tal como em Portugal, nesta reserva natural vi muitas pessoas a correr, sozinhas ou com os seus cães, a provar que a corrida está mesmo na moda a nível internacional. E, algo muito comum, famílias inteiras, cada um com os seus binóculos, a observar as aves. Um verdadeiro dia ‘very british’.   

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