Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

sexta-feira, junho 1

O ar da noite

Na semana passada a caminho de casa sentei-me num banco de jardim. Não mais queria sair dali. Não queria que o ar sentisse que me estava a mover, não queria que ninguém me visse mais. Só. Quedo. Queria ali ficar.

: : : : : :

Sentado no muro frio de betão, os prédios pombalinos como vizinhos, o palácio cor-de-rosa lá ao fundo, o céu negro pintalgado de estrelas. Senti-me pequeno, insignificante, desprotegido, exposto. O dia correra estranho, a noite não melhor depois do filme que me colocou em causa. Meditei. Reflecti. Afastei aqueles que me tentavam falar. E corri para casa.

2 Comentários:

Às 10:55 da manhã , Anonymous Anónimo disse...

Então eras tu o rapaz que estava no banco do jardim... que nem se mexeu quando um pássaro lhe cagou em cima. Está justificado, estavas em meditação

Anima-te pá, estás vivo e podes gritar aos céus e mandar o gajo lá de cima para o...

 
Às 10:44 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

e podes ronronar

py

 

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