Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

domingo, dezembro 14

As crónicas do Metro

O jornal Metro tem uma crónica todos os dias, à laia de editorial. Num país que lê pouco, cujos indicadores de literacia parecem ser dos mais baixos da Europa e cuja circulação de jornais é baixíssima, é um sinal muito positivo ver quase toda a gente de jornal Metro na mão (ou Destak) de manhã nos transportes públicos. Claro que são pequenas notas numa publicação de meia dúzia de páginas mas não deixa de ser salutar.

Ora falava no início das crónicas na primeira página. do jornal Metro. Esta semana a Rita Camarneiro (que parece que tem uns projectos num canal de cabo mas que eu só conhecia do jornal) quase que pedia desculpa aos leitores por escrever uma crónica sem grande fio que guiasse a meada. Resolvi enviar-lhe uma mensagem a dizer que não se preocupasse. As crónicas da Rita são de longe as melhores do Metro. Sem pretensões, simples, sinceras e transparentes. 

Nos outros dias escreve a Ana Rita Clara (que já nem leio), a Jessica Athayde (que em vez de crónica devia chamar ao texto auto-publicidade), o Sérgio H. Coimbra (um português a viver em Washington que até gostava de ler mas que resolveu unir-se ao mais recente desporto nacional do tiro ao Sócrates num nível de linguagem do mais básico, sem perceber nada do princípio do Direito em que até prova em contrário todos são inocentes) e o Fernando Alvim (com um inquérito em que vale pela pessoa questionada e que por isso por vezes é bom, outras nem por isso).

Por isso Rita, apesar da concorrência ser fraca, não é por isso que a tua crónica de destaca. Fossem todos os dias como a 5ª feira.

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