Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

terça-feira, dezembro 23

O 28

Andar no 28 é sempre motivo de alegria. E de saudade. Sendo um privilegiado lisboeta por ter uma das paragens mais emblemáticas à porta de casa, a da Basílica da Estrela, desde sempre que a minha história se confunde com o eléctrico.

Quando era pequeno ia ter com a minha Mãe às lojas que a família tinha na Baixa (ou voltávamos juntos). Mas também ia ter a casa de outra que é também a minha família, a Ana Maria, a Vanda e o André, que viviam na Bica (o janelão da sala voltado para o Tejo é uma memória que não se esquece nunca). Ou jantar a casa do António em Alfama (que também já viveu na Baixa e no Chiado). Ou ir com a Andreia comer croissants à Bénard. Ou ir dar um giro com a Sofia quando ela está em Lisboa. Ou ir para o Diário Económico no Carmo (foi só uma semana, depois trocada pela Capital). Ou ir ter com os amigos à noite ao Bairro Alto.

Ou simplesmente ir dar uma volta sozinho, subir e descer colinas, no ritmo certo do eléctrico, olhar para as pessoas e para os turistas, imaginar a história de cada um.

Parece que finalmente o eléctrico 24 vai voltar. Desse não me lembro nada, mas vai ser com satisfação que vou coleccionar novas memórias.

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