Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

terça-feira, janeiro 1

Entre lo dicho y lo hecho el camino es derecho

Aqui e ali o ano tem sido muito pintado de referências hispânicas. Uma semana de férias em Buenos Aires em que por várias me confundiram com um local, o fantástico «Labirinto do Fauno», candidato espanhol aos Oscares que vi duas vezes, a descoberta da mexicana Lila Downs, primeiro com a banda sonora de «Frida» e depois com o concerto no Allgarve, colaborações profissionais com Espanha, alguns livros em espanhol para solificar a compreensão, viagens de regresso planeadas mas ainda adiadas a Madrid e Barcelona… Enfim, a consciência de que ainda tenho sangue espanhol de vez em quando resolve impôr-se. Não sei até que ponto é que um dia não vou partir rumo à América do Sul ou aqui ao lado a Espanha para uma temporada. Nada de maniqueísmos de fuga a Portugal, o mau da fita, por oposição à Hispânia, o bom da fita. Não somos piores nem melhores, não somos rivais, não andamos em guerra nem em disputa.
Há que buscar novas realidades e contextos, reinventarmo-nos, misturar e baralhar (de novo e uma vez mais) os sinais de trânsito da vida. Porque podemos estar a afundarmo-nos num pântano, em que estar parado é simplesmente proibido, sem darmos por isso. E quando nos quisermos mexer os pés já ganharam raízes milenares.

1 Comentários:

Às 12:22 da tarde , Blogger Rita disse...

amo espanha, os espanhois e o espanhol, e é como tu dizes, n há ca piores ou melhores!!!! há, apenas e somente : )

 

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