Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

domingo, dezembro 16

Nódoas negras sentimentais desenhadas a lápis de cor

No bairro do amor a vida é um carrossel
onde há sempre lugar para mais alguém
o bairro do amor foi feito a lápis de cor
p’ra gente que sofreu por não ter ninguém.

No bairro do amor o tempo morre devagar
num cachimbo a rodar de mão em mão
no bairro do amor há quem pergunte a sorrir
será que ainda cá estamos no fim do Verão.

Eh pá, deixa-me abrir contigo
desabafar contigo
falar-te da minha solidão.
Ah, é bom sorrir um pouco
descontrair um pouco
eu sei que tu compreendes bem.

No bairro do amor a vida corre sempre igual
de café em café, de bar em bar
no bairro do amor o sol parece maior
e há ondas de ternura em cada olhar.

O bairro do amor é uma zona marginal
onde não há prisões nem hospitais
no bairro do amor cada um tem de tratar
das suas nódoas negras sentimentais.

Eh pá, deixa-me abrir contigo
desabafar contigo
falar-te da minha solidão.
Ah, é bom sorrir um pouco
descontrair um pouco
eu sei que tu compreendes bem.

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