Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

terça-feira, novembro 13

A colher rejeitada

Cinco da manhã. Apetece-me uma colherada de marmelada da Tia que está no frigorífico. Sem acordar o Sebastião do seu sono canino vou buscar uma colher. Boing, mais uma vez a colher que não gosto e nunca uso, que apesar de lavada e relavada parece-me sempre suja. Volta para a gaveta, até ao próximo azar.
Tantas vezes na vida rejeitamos a colher que nos parece suja, por mais limpa que esteja. É feia, não brilha, tem uma cor diferente. De rejeição em rejeição qualquer dia só sobra essa colher. Que fazer nessa altura? Crescer e perceber que é uma colher igual às outras… ou passar fome e ficar aguado de marmelada?

2 Comentários:

Às 8:26 da manhã , Blogger Kokas disse...

Não uses as colheres, assim.

 
Às 12:11 da tarde , Blogger Inês disse...

IkA! Escolhe todas as colheres, experimenta, vive e desafia. E se no fim só sobrar essa, que se dane, ao menos experimentaste todas as outras!

 

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