Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

quarta-feira, outubro 31

Fozeiro

Faz-nos falta em Lisboa a tranquilidade de um final de tarde passado na Foz do Douro no Porto. Colado numa espreguiçadeira, com a linha do horizonte limpa, só mar até Nova Iorque, uma nesga de areia e alguns rochedos, nem parece que a segunda cidade mais importante do país está nas nossas costas, agitada, frenética, caótica a determinadas horas. Faz-nos falta isso em Lisboa. Tudo é longe, o mar está fechado por uma hora de trânsito de caminho. Já não sabemos olhar o mar e fundirmo-nos com o azul e com a maré. Estamos a tornar-nos estáticos como o betão. Reinventamo-nos?

5 Comentários:

Às 5:58 da manhã , Blogger Kokas disse...

Não concordo! Há uma luz especial em Lisboa que não se descobre no Porto. E depois há o rio, o Tejo, as minhas esplanadas, o meu terraço no Adamastor, a varanda da Graça...

Não há luz como a nossa...

 
Às 1:29 da tarde , Blogger anDrEIA disse...

Lisboa é uma cidade única e c om uma luminosidade fora de série ;)O Porto é demasiado cinzento, mas não deixa de ter os seus encantos...

 
Às 4:03 da tarde , Blogger Tozé Franco disse...

O betão vai-nos tirando a paisagem.
Lisboa tem uma luz especial, não haja dúvidas, mas o Porto tem o sabor que só certas cidades têm.
Um abraço.

 
Às 6:49 da tarde , Blogger vasco disse...

Não, vai-se para Sintra.

 
Às 1:26 da manhã , Blogger Coiso disse...

Mais um "apanhado" pelo Porto? :)

 

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