Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

quarta-feira, janeiro 10

O fim da missão

Não consigo lidar com a morte. Ou melhor, não sei se consigo. Raramente choro pela partida de alguém. Quando o faço é sempre por familiares de amigos, sobretudo pelas mães que já partiram. Mas quando a morte me toca, a mim, mais directamente, fico desorientado. Não choro, não entro em desespero e sigo em frente como se nada se tivesse passado. Mas sinto. E o que sinto fica cá dentro. Talvez por acreditar que de facto a partida foi para um sítio melhor, o que me tranquiliza, ou por crer que a missão da pessoa em questão aqui, neste canto perdido da Via Láctea, terminou, e há então que arregaçar as mangas para o que se segue.

3 Comentários:

Às 11:52 da tarde , Blogger Dark Moon disse...

Sempre encarei a morte como algo natural, por isso quando alguém morre também considero apenas mais um passo, mas não considero o fim da missão, simplesmente porque não vejo como o fim, vejo como o retornar à fonte.

A missão continuará, poderá não ser neste planeta, ou talvez sim, só nós estabececeremos as experiências que queremos sentir.

Se resolvemos deixar este planeta, é porque entendemos que já experienciámos tudo o que havia para experienciar na corpo de A, B ou C.

Mas acredito que a missão continua depois de deixar as roupas que escolho.

Confuso?

Beijos,
Dark Moon

 
Às 2:32 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

Se considerarmos que a nossa vivência nesta fase é uma transição para outros mundos, tudo se torna mais fácil de aceitar e compreender.

 
Às 7:03 da tarde , Blogger Maria Carvalho disse...

Uma maneira de encarar...e reagir, sentindo.

 

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