Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

terça-feira, dezembro 5

Assassino

A conversa não é nova e a questão arrasta-se, sendo sempre um tema favorito quando se fala de Educação em Portugal. Que os meninos não sabem Matemática, não sabem Física, que se trocam com os números e baldrocam com as contas. Este choradinho é sempre o mesmo, constante, insistente, imperturbável e perturbante. E quase sempre são as pessoas de Humanidades e de Ciências Humanas os mais acusados. Como eu. Que fugimos da Matemática e que por isso fomos para o Agrupamento 4, que para fazermos uma conta simples recorremos ao telemóvel ou à calculadora, que somos isto, aquilo e ainda mais aquilo ali além. Pois bem, se aos ditos numerólogos choca o estado da Matemática e afins em Portugal, a mim ainda choca mais os constantes homicídios cruéis, a sangue frio e com requintes de malvadez que sofre a Língua Portuguesa.

Tudo isto graças a um professor universitário da área da Física (penso eu) que insistia em dizer, em pleno Telejornal, «nós mantemos», «nós mantemos», «nós mantemos», e dali não saía.

5 Comentários:

Às 3:50 da tarde , Blogger Deeper disse...

Tens toda a razão, o que não nos serve de absolutamente nada. Porque o senhor professor de Física pode sempre descobrir uma partícula qualquer no universo capaz de desenvolver uma reacção importantíssma no nosso organismo e livrar-nos de doenças ainda sem cura. Ou não. Enquanto nós passamos a vida a não fazer nada de útil, na perspectiva deles;(
Quanto ao jantar, já disse ao João para contar comigo.

 
Às 3:50 da tarde , Blogger Deeper disse...

Tens toda a razão, o que não nos serve de absolutamente nada. Porque o senhor professor de Física pode sempre descobrir uma partícula qualquer no universo capaz de desenvolver uma reacção importantíssma no nosso organismo e livrar-nos de doenças ainda sem cura. Ou não. Enquanto nós passamos a vida a não fazer nada de útil, na perspectiva deles;(
Quanto ao jantar, já disse ao João para contar comigo.

 
Às 3:50 da tarde , Blogger Deeper disse...

Tens toda a razão, o que não nos serve de absolutamente nada. Porque o senhor professor de Física pode sempre descobrir uma partícula qualquer no universo capaz de desenvolver uma reacção importantíssma no nosso organismo e livrar-nos de doenças ainda sem cura. Ou não. Enquanto nós passamos a vida a não fazer nada de útil, na perspectiva deles;(
Quanto ao jantar, já disse ao João para contar comigo.D
Quanto ao jantar, já disse ao João para contar comigo.

 
Às 2:11 da manhã , Anonymous pedro disse...

então mas... "nós mantemos" como primeira pessoa do plural do verbo manter no presente do indicativo está correcto (eu mantenho, tu manténs, ele mantém, nós mantemos vós mantendes, eles mantêm)

 
Às 9:12 da manhã , Blogger pedro disse...

Tens razão pedro. No entanto este ilustre professor estava a conjugar o verbo no pretérito perfeito. «Nós mantemos» em lugar de «Nós mantivemos».

 

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