Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

sexta-feira, novembro 24

Escrever

Escrever. Escrever um texto, uma prosa, um poema, um artigo, uma crónica, um guião, um perfil, uma entrevista. Escrever.

Escrever acalma-me, permite-me voar, levar a imaginação para outros lados, ser quem quero, onde quero, como quero e com quem quero. Criação e recriação da realidade da vida. Já dizia o Palma: «no mundo dos sonhos podes ser quem quiseres».

Em muitas ocasiões escrevo num ápice. As palavras saem aos borbotões, mais depressa que os movimentos da mão, como uma queda d'água imparável e avassaladora. Mas noutras alturas estou muitas vezes em frente ao papel ou ao ecran, olhos fixos algures, a mastigar o que escrever. Desenho a letra, componho a palavra, construo a frase e depressa apago tudo. Volto atrás em busca do sentido ou de novas ideias. Vou rever o que escrevi, apago ou corrijo repetições e, como sou disléxico na escrita, há sempre uma palavra ou outra que faltam. Normalmente nunca bloqueio nem sou assaltado pelas temíveis «brancas», e igualmente nem sempre tudo sai à primeira, limpinho e sem espinhas.

Enfim, quando estou a escrever sinto que estou a lapidar um diamante (sem pretensões ou ilusões que o que redijo seja uma pedra preciosa), a esculpir um bloco de mármore ou a dar forma a uma peça de madeira. Estou a tentar puxar, evidenciar e pôr cá fora algo que possa estar escondido numa capa mais tosca ou num velado esconderijo.

2 Comentários:

Às 11:04 da tarde , Blogger Dark Moon disse...

Boas escritas;)

Beijos,
Dark Moon

 
Às 10:08 da tarde , Blogger Deeper disse...

Ainda bem que te sentes assim, porque a blogoesfera não seria a mesma sem ti. Apesar de não estar sempre a comentar sou leitora assídua do Tigre!
Bjinhos grandes da Deeper

 

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