Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

segunda-feira, março 30

201, 402

Os dois últimos livros que li tinham exactamente o mesmo número de páginas. "A Caça ao Meteoro", de Jules Vernes, e "Olhos de Cão Azul", de Gabriel García Márquez. O tamanho podia variar, tendo em conta a altura da letra, o comprimento das páginas, etc. Mas neste caso o número era o mesmo. 201. Olho sempre para o número de páginas, várias vezes antes de terminar ou sequer comprar. Não que seja uma obrigação ler um livro, pelo contrário, mas talvez para fazer um cálculo sobre as letras que vou ler. E pensar a cada dia "ainda faltam x" (quando é um livro chato) ou "já só faltam y" (quando se trata de um livro viciante.

Lembro-me de quando terminei as mais de 1200 páginas dos "Miseráveis" e fiquei triste, mas também me lembro de outros pequenos livros que levaram eternidades de cumprir.

Porque um livro é também um acto de cumprição (se é que a palavra existe). Os abandono um livro ao final de poucas páginas mas, quando isso não acontece, obrigo-me a ir até ao fim.

Neste caso foram 201, 402 no total, sem qualquer penúria.

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