Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

sexta-feira, junho 27

A vida contida numa estrada

Numa destas noites regressava de uma festa de boas vindas ao Verão na praia do Guincho. O caminho era o de sempre, pela Estrada do Guincho e depois pela Estrada Marginal. Memórias de vários momentos foram chegando e partindo, conforme os quilómetros avançavam. Alguns dos pormenores mais importantes da minha vida estão contidos na Marginal e vão passando como várias telas numa galeria. No céu negro e nas estrelas ocultas pela claridade das luzes da cidade observei rostos e situações do passado, que teimam em não desaparecer.

O que estranho, até porque normalmente esqueço-me muito rapidamente das situações mais complicadas e fico apenas com as memórias positivas. E este esquecimento implica mesmo um desaparecimento total do que causou mossa. Radical, dizem-me. É verdade. Uma capa, uma protecção, uma máscara, o que seja, mas as coisas são como são.

As coisas são como são.

1 Comentários:

Às 7:08 da tarde , Blogger abelhinha disse...

Hoje é terça feira, meio da semana e a abelhinha por aqui andou a recolher algum nectar,para digerir e fabricar os favos que irá distribuindo pelos amigos…
bzummmzummmm

 

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