Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

terça-feira, fevereiro 6

Concerto para um

Envolvido pela música clássica, pelos oboés, pelos violinos, pelos pianos, pelos cravos, pelos clarinetes, abstraio-me dos automóveis, das buzinadelas, das curvas apertadas, dos encontrões, das filas intermináveis. Fecho os olhos e imagino que voo pelo mundo, pelo campos sem fim, pelas copas das árvores frondosas, pelo interior das cascatas; chego às estrelas e mergulho como um torpedo nas águas macias do oceano. É tudo tão real que sinto até a água a percorrer-me pela pele e a fazer-me festas no cabelo, aspiro o cheiro intenso a resino e ouço os pássaros a festejar a sua liberdade por entre os ramos entrelaçados.

Acordo sobressaltado. Perdi, mais uma vez, a minha paragem.

1 Comentários:

Às 10:25 da tarde , Anonymous Dark Moon disse...

Será q perdeste?

*
Dark Moon

 

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