Tigre da Tasmânia

«Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida» C. Lispector

domingo, janeiro 11

Uma rosa vermelha

E por entre as pessoas apressadas que subiam as escadas rolantes da estação de metro do Chiado estava uma rosa vermelha na mão de um rapaz. Não era um estudante do conservatório com um estojo de violino, não era um aluno de Belas-Artes com os porta-documentos gigantes, não era uma das muitas velhotas que vivem ainda na zona antiga da cidade e também não era um yuppie de fato às risquinhas verticais. Era um rapaz comum, mas o que importa aqui é a rosa vermelha. Oferecer flores, ou rosas mais concretamente, já parece a muitos, se calhar a cada vez mais, um gesto antiquado, lamechas, parolo mesmo. Será que já ninguém dá rosas vermelhas aqueles de quem gosta?

Parece que sim, que ainda há alguém, e a prová-lo está aquele rapaz comum, igual a tantos outros, que é recebido no topo das escadas pelo beijo ansiado da namorada, com o eléctrico 28 como horizonte.

5 Comentários:

Às 6:49 da tarde , Blogger Deeper disse...

Ai... Bom saber que o amor ainda anda no ar, para além da poluição, da crise e do gelo. Um dia destes também sobes as escadas do metro e encontras alguém à tua espera para receber uma rosa. Ou então és tu quem espera na superfície. Bjs

 
Às 9:26 da tarde , Blogger Sof disse...

Eu tófereço beijinhos! Pode ser? Pode?

 
Às 10:17 da tarde , Blogger Sofia disse...

Bonito, sim senhor :)

 
Às 11:30 da tarde , Blogger anDrEIA disse...

Rosa vermelha não é lamechas, nem parolo, mas será o que cada quer que signifique...

 
Às 12:46 da manhã , Blogger Vap disse...

Uma Rosa vermelha no Chiado?
É um verso que se perdeu do poema!

 

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